O grande apelo de Projeto Gemini, novo longa do diretor Ang Lee, é assistir Will Smith rejuvenescido digitalmente contracenando consigo mesmo. Na trama, o ator interpreta um assassino de elite a serviço dos EUA que após uma última missão antes da aposentadoria, vira alvo de uma operação de “queima de arquivos”.

A tecnologia que suporta o filme é o 3D+ em HFR (High Frame Rate) já usada em O Hobbit: Uma Jornada Inesperada, e que segundo a produção de Projeto Gemini, foi aprimorada para conferir ainda mais realismo à obra. Gravado em 120 frames por segundo (FPS), resolução 4K e com o uso de câmeras 3D, poucas salas mesmo nos EUA serão capaz de reproduzir o filme com total fidelidade.

Assistimos em IMAX e podemos atestar que o aumento de qualidade nas imagens é perceptível mesmo que a sala não seja capaz de reproduzir em resolução máxima. Além disso, o efeito de “clonagem” do ator é impressionante. Não é perfeito mas é o mais próximo disso que a indústria do cinema já produziu. A cena em que o Júnior chora emociona não pelo lado do drama mas sim por nos fazer pensar onde esta tecnologia pode levar a indústria.

Agora você deve estar pensando: “– Ok, mas e o Deepfake?

É realmente triste que usem tecnologia para este tipo de coisa, mas preferimos viajar pensando em como seria um filme com Jack Nicholson atuando com 20, 40 e 80 anos do que em sextapes falsas de Gal Gadot, Emma Watson ou pronunciamentos “polêmicos” de Barack Obama.

Mas a questão se a tecnologia está na frente do talento dramático, do suspense ou mesmo de um roteiro bem escrito – nós respondemos com um grande NÃO!

Filmes como O Grande Ditador , Tempos Modernos ou O Poderoso Chefão apesar de visualmente datados, são mais modernos que a imensa maioria dos filmes atuais.

Talento e criatividade são insubstituíveis.

Voltando ao filme, Ang Lee fez um filme com cenas de ação bem bacanas, roteiro sem furos e o cuidado visual típico de suas obras. Mas apesar de um começo interessante, com 20 minutos de projeção os clichês comçam a se acumular, um após o outro. Só o carisma e a atuação sempre competente de Will Smith seguram o ritmo.

 

Os coadjuvantes também ajudam. Tanto Mary Elizabeth Winstead (que será a Caçadora em Aves de Rapina) quanto Benedict Wong (de Dr. Estranho) tem boa participação. E Clive Owen interpreta um vilão totalmente previsível mas sem passar vergonha.

No geral, o filme vale o ingresso na sala de cinema com melhor som e imagem que houver na sua cidade. É um thriller de ação bacana, mesmo que no meio você já saiba quase tudo que vai acontecer.

Nota Cinectus: 7,0

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Cinema, Criticas