03/10/2019

Coringa | Crítica

A galera se apressou e já foi conferir “Coringa” – diga-se de passagem em uma sala de cinema surpreendentemente vazia, dado todo o hype em torno dessa nova interpretação do arqui-vilão do Batman.

Vamos começar antecipando o que não esperar do filme. Não apenas para ajustar a expectativa ou até para decidir não ir ao cinema por enquanto.

  • Não aparece no filme o Batman – ou qualquer outro herói da DC. A ação se passa em Gotham City antes mesmo de Bruce Wayne se tornar o herói
  • Não há comparação com as interpretações de Jack Nicholson ou Heat Ledger. Não é uma questão de melhor/pior. São propostas completamente diferentes. Qualquer um que tente comparar os três, ou não entendeu os filmes ou só quer causar polêmica e ter pra si um pouco de holofote.
  • É um filme perturbador. A loucura do protagonista acaba ironicamente por ressaltar o egoísmo, a indiferença e a crueldade comuns em nossa sociedade “normal”. Em resumo: não há final feliz nem mensagem de esperança antes dos créditos.
  • Não é um filme de heróis. É um thriller psicológico – muito mais parecido com Um Dia de Fúria (1993) que com Batman Begins (2005)

Dito isso, você deve estar se perguntando:

“E aí, curtiu o filme?”

É um filmaço! Melhor obra da DC depois do icônico “Cavaleiro das Trevas” (melhor filme de heróis já feito).

Joaquin Phoenix tem uma performance impressionante. Daquelas sobre a qual irão falar em 20 talvez 30 anos. Até a risada característica do Coringa ele criou uns 3 ou 4 tipos diferentes para cada situação.

Há algumas homenagens sutis mas emocionantes aos atores que interpretaram o personagem antes. E até para Charles Chaplin e o clássico Tempos Modernos (também uma crítica social ao seu tempo)

A direção é muito boa. O filme tem ritmo, algumas sequências clássicos instantâneos, como a dancinha na escadaria.

E uma trilha sonora repleta de clássicos standards americanos, escolhidos a dedo para ajudar a contar a estória.

Elenco muito correto, suportando e abrindo espaço para o solo virtuoso de Phoenix, inclusive os veteranos Robert De Niro e Frances Conroy.

E se mesmo o tom sombrio do filme no final não te agradar, put on a happy face e saia do cinema com a certeza que assistiu a atuação vencedora do Oscar de melhor ator em 2020.

Pode nos cobrar se estivermos errados. Ele não vai bater na trave pela quarta vez

Nota Cinectus: 9,0

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CATEGORIA

Cinema, Criticas