Lembro que IT, apesar de ser ainda hoje uma grande obra prima de Stephen King (um clássico do terror), isso não se refletiu no filme de 1990, dividindo opiniões até virar um cult.

Quando anunciaram a refilmagem da obra, a expectativa era bem alta e ficamos torcendo para que dessa vez – com a possibilidade de colocar efeitos especiais assustadores utilizando a tecnologia que evolui bastante de lá pra cá – o filme se tornasse um verdadeiro clássico do terror. Felizmente isso quase aconteceu, pois o diretor Andy Muschietti junto icom os roteiristas Chase Palmer , Cary Joji Fukunaga e Gary Dauberman construíram um filme assustador, com um toque especial da nostalgia dos anos 80 (seguindo a mesma linha de Stranger Things) e nos proporcionando momentos de horror e tensão, despertando até a coulrofobia escondida em cada um (medo de palhaço).

O primeiro filme contava com um elenco de crianças desconhecido para a maioria, mas que conseguiu trazer para tela o sentimento de amizade, responsabilidade e união que tanto gostávamos de ver em filmes como Conta Comigo (1986) e Os Goonies (1985). Nesse segundo capítulo, ainda são as crianças que roubam as cenas nos momentos de recordações de sua versão adulta. Mesmo com o apelo dos produtores de colocar atores conhecidos como Jessica Chastain, James McAvoy, e Bill Hader, não há aquela sinergia mágica que encontramos no primeiro capítulo.

Parece que as atuações e roteiro ficaram “enlatadas”, com diálogos longos demais e desnecessários. Alguns eventos também foram esquecidos na narrativa, desconectados, deixando de lado, por exemplo, as mortes de crianças na vizinhança sem nenhum encerramento plausível! Para bem ou para o mal, é o mesmo erro que foi cometido no filme dos anos 90, onde a segunda parte (fase adulta dos personagens) não se “encaixava” com a fase da infância roubada de cada personagem.

Por fim, temos uma pequena participação de Stephen King, alguns easter eggs escondidos de outros filmes de King adaptados para o cinema e uns poucos momentos realmente assustadores.

Mesmo com todos esses problemas, para quem gosta do gênero, ainda vale a pena conferir o resultado nas telonas!

Nota: 6,5

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Cinema, Criticas