Aguardar um novo filme de Quentin Tarantino é sempre uma grande expectativa. Desde Cães de Aluguel (1992) e depois consolidado com Pulp Fiction (1994), o diretor ganhou uma legião de fãs de público e crítica, sendo um dos diretores mais aclamados de Hollywood atualmente. Com toda essa moral, ele produz, escreve, dirige (de vez em quando) atua em suas próprias produções. Não é por acaso que alguns dos atores principais e/ou coadjuvantes que conhecemos em seus filmes (Michael MadsenBruce Dern, Kurt Russell, etc.) são sempre convidados para participar do próximo, independente do tempo que ficarão em tela!

Dessa vez temos dois atores de peso, pois DiCaprio e  Pitt  se complementam  a todo instante, e mesmo quando estão separados dão um espetáculo à parte. Legal também o tema que Tarantino utilizou como pano de fundo da história, colocando DiCaprio como um ator de televisão em crise e seu dublê (Brad Pitt), onde os dois se esforçam para alcançar a fama e o sucesso na indústria cinematográfica durante os anos finais da Era de Ouro de Hollywood, em 1969, em Los Angeles.

Não é o melhor filme do diretor (outra vez!), e para um filme com a marcatarantinesca, sentimos falta daqueles diálogos memoráveis para aumentar a tensão em uma cena da qual já sabemos como vai terminar: em morte! Mas as relações e os “curtos” diálogos entre os atores e as situações de bastidores dessa época áurea do cinema em Hollywood são sensacionais!

Momentos como a discussão entre Cliff Booth (Brad Pitt) e Bruce Lee (Mike Moh), a referência aos filmes de western Spaguetti de Sergio Leone, a trilha sonora da época muito bem selecionada, a mudança dos fatos que conhecemos sobre o assassinato de Sharon Tate (interpretada por Margot Robbie) por integrantes da Família Manson, enfim, tudo isso junto traz a essência daquelas cenas icônicas que mais gostamos ver nos filmes anteriores de Tarantino.

Nota: 8.0

 

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