Em 20 de julho de 1969, Neil Armstrong foi o primeiro homem a pisar na Lua, como resultado final da corrida espacial entre EUA e URSS no auge da Guerra Fria, nas décadas de 1950 e 1960. O diretor Damien Chazelle, de Whiplash e La La Land traz a cinebiografia do astronauta baseada no livro homônimo, assinado pelo historiador James R. Hansen.

No elenco Ryan Gosling como protagonista, Claire Fox (Janet Armstrong, esposa de Neil) e Corey Stoll (Buzz Aldrin, segundo homem a pisar na Lua). Além de vários rostos conhecidos como Jason Clarke , Kyle Chandler , Ciarán Hinds , Shea Whigham e Olívia Hamilton. Aqueles atores que você reconhece no momento que entram em cena e que te deixam buscando na memória “– O nome dele(a) é ….. que interpretou o(a) …. naquele filme  …

O resultado é um filme que impressiona pelo realismo e perfeição na representação da época e toda a complexidade técnica da missão – e já o coloca no caminho para algumas indicações ao Oscar em roteiro adaptado, fotografia e direção de arte.

Por falar em Oscar, quem também está no caminho é Claire Fox – excelente como Janet Armstrong. Um olhar expressivo, daqueles que “falam sem emitir som”, trejeitos e postura de uma mulher da década de 60, onde elas passaram a ter mais liberdade de fazer valer suas opiniões. Se não for indicada na categoria de melhor atriz coadjuvante, será uma surpresa.

Quem decepciona é Ryan Gosling – pois é a cinebiografia em que ao final de quase 2h30min você continua conhecendo pouco o protagonista. Em momentos chave da trama, ele só tem um olhar perdido e poucas palavras.

Pelo temperamento introspectivo de Neil Armstrong, pode-se até dizer que o objetivo era este mesmo, mas não deixa de ser frustrante para o espectador sair da sala de cinema pensando “Que diacho passava pela cabeça desse cara quando tudo isso aconteceu?“. Não que acabe com o filme, mas deixa a sensação de que poderia transmitir mais emoção, mesmo com uma ou outra licença poética.

Outro ponto mal trabalhado no filme é a participação de Michael Collins (Lukas Haas), o terceiro e menos conhecido tribulante da Apollo 11. Ele simplesmente surge na cabine da nave e você fica sem saber direito como ele era, como foi a participação dele no projeto Gemini (que antecedeu o Apollo), se ele ficou frustrado em não ter pisado na Lua etc.

Mesmo com tudo isso, O Primeiro Homem é um filmaço e que merece ser conferido, de preferência em uma sala de cinema IMAX.

Nota Cinectus: 8,0

O blog É Tudo História, da revista Veja, fez uma checagem de fatos entre o que é mostrado no filme e o que realmente aconteceu. Cuidado, muitos spoilers!

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Cinema, Criticas