Quem acompanha o Cinectus já sacou que a agora “franquia” Blade Runner, O Caçador de Andróides (1982) tem lugar cativo em nosso coração. Não é por acaso que já recomendamos The Man In The High Castle série da Amazon também inspirada em livro de Philip K. Dick

O cara não era fraco não, Minority Report: A Nova Lei (2002) , O Vingador do Futuro (1990) e Os Agentes Do Destino (2011), também são baseados em suas obras. #FicaDicadeLeitura.

Por toda essa bagagem, era grande nossa preocupação de que na tentativa de arrecadar uma bolada, Blade Runner 2049 pudesse comprometer o legado da obra.

Mesmo um elenco de talento como Ryan Gosling , Robin WrightJared Leto e Harrison Ford é capaz de fazer um filme fraco.

Felizmente a obra faz jus o legado. Está tudo lá: Exploração do espaço, Califórnia caótica, tecnologia onipresente e o embate entre humanos e replicantes.

A fotografia impecável (absurdamente fiel ao primeiro filme) e referências claras à ícones como origami, origem das memórias dos replicantes e o “monólogo na chuva” de Roy (Rutger Hauer), certamente agradarão aos fãs. É uma verdadeira reverência ao clássico do Sai-Fi. Parabéns ao diretor Denis Villeneuve!

E nesse aspecto, mesmo não sendo pré-requisito, ter visto Blade Runner recentemente torna a experiência mais rica. Escolha qual das 7 versões assistir aqui.

O roteiro é envolvente mas peca em não se aprofundar em como foi a vida de Deckard (Harrison Ford) e Rachael (Sean Young) e aproveitar pouco personsonagens como Wallace (Jared Leto) e Ten. Joshi (Robin Wright). Além disso, algumas sequências mereciam uma edição que evitasse momentos arrastados do filme, onde o espetáculo visual toma o espaço da narrativa.

Mas o que o fã da franquia mais sentirá falta é a parte da “filosófica”. Apesar de toda tecnologia e ação havia espaço para questões morais e existenciais. Com exceção da cena de abertura na fazenda de Sapper Morton (Dave Bautista) e o diálogo entre K e Ten. Joshi sobre alma, pouco se vê do lado “papo cabeça”. O foco do filme é a investigação de K e suas consequências.

Seja uma adaptação para nossa época hiperconectada ou o desejo do diretor “imprimir sua marca” na franquia, o fato é que o filme parece um Replicante:

Tecnicamente é perfeito, mas falta alma.

Nota Cinectus: 8,0

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Cinema, Criticas