O diretor Matt Reeves traz uma visão diferente do domínio símios na Terra para a última parte da franquia. É nítido o cuidado de Reeves em escrever o roteiro e conduzir a narrativa para contar uma história de conquista e luta pela sobrevivência de uma “nação”, para encontrar seu espaço e reconhecimento num mundo adoecido por tantas guerras, crenças e preconceitos.

Andy Serkis empresta mais uma vez todo seu talento para reviver digitalmente Caesar, líder símeo do grupo que tenta se manter unido após o último filme. Em tempos obscuros de governos nada tranquilos que vivenciamos hoje em todo mundo, o filme consegue mostrar uma visão contemporânea e ao mesmo tempo assustadora de um futuro nada pacífico ou promissor.

A mensagem que fica é que por mais forte que seja um lado ou outro, no final não haverá vencedores e fica claro que sempre há um poder maior para destruir tudo aquilo que foi duramente “conquistado”. Por isso tudo, a saga não acaba após os créditos!

Nota: 8 

A influência de filmes como Apocalipse NowA Ponte do Rio Kwai e Os Dez Mandamentos é explícita. Nessa amálgama de gêneros, Reeves, que assina o roteiro com Mark Bomback, conta uma história épica sem cair em maniqueísmos e vai muito além da promessa de guerra do título. O Coronel não é mero vilão na sua oposição a César, assim como o herói não é perfeito ou infalível. O encontro dos dois expõe a natureza complexa que determina a “humanidade” na busca pela sobrevivência. Relações embaladas com imponência pela trilha de Michael Giacchino, que alterna brutalidade e leveza em uma jornada de muitas camadas.

A trama emocional de A Guerra vem acompanhada de sequências de ação grandiosas. Reeves prova que sabe não só como usar todo o espaço da tela, mas posicionar sua câmera de forma a descentralizar o olhar do espectador. Mesmo quando trabalha com bandos, a ação não se torna maçante e nem perde o foco. A câmera acompanha os personagens, sem que a vida se perca em meio a tiros e explosões. O ritmo é construído alternando tocaia e conflito, drama e humor, em uma composição que nunca perde a força – as duas horas e vinte minutos do longa passam voando. (Omelete)

 

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  1. […] “Planeta dos Macacos: A guerra“ […]

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Cinema, Criticas

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