Gostamos dos filmes que gastam “pouco” para produzir e conseguem agradar o grande público e a crítica especializada. O diretor (e roteirista) Trey Edward Shults se esforça para mostrar um filme que está mais próximo de horror pisicológico, com tons obscuros, misteriosos, ambientes claustrofóbicos e uma presença quase “pós-apocaliptica” da situação. 

Filmes como “Babadook” (2014), “Take Shelter” (2011), “Bug” (2006), ou o mais recente “A Bruxa” (2015) seguem na mesma linha de tratar o horror em função dos medos que cada personagem carrega (e as jutificativas de suas ações), e geralmente esse comportamento é maior do que alguma força externa que seja indesejada ou maligna.

Enfim, a narrativa poderia ser melhor explorada, com mais ação e um final que não fosse “quase previsível” – e principalmente – menos apelativo.

Nota: 6

Assim como em A Bruxa – outro filme que se ambienta à parte da sociedade para evidenciar a questão da ordem natural – aqui esse acúmulo se revela aos poucos e nem sempre se verbaliza. Ao Cair da Noite, porém, é menos tímido no uso dos recursos mais básicos do gênero; o diretor Trey Edward Shults usa o zoom-in constantemente para nos lembrar dos sustos e dos perigos, um procedimento de sadismo que aqui funciona melhor do que no longa anterior de Shults, Krisha, sua estreia em longas.

Um elemento consagrado do terror, a ideia de um mal que surge do mundo dos adultos para constranger a pureza da juventude, presente em todos esses terrores citados até aqui, também serve em Ao Cair da Noite para que – no meio de tantas insinuações e não-ditos – saibamos exatamente quem é nosso protagonista e o que está em jogo de verdade. Assim como em Corra!, há uma carga racial muito forte em Ao Cair da Noite, e embora seja mais sutil é ela que emoldura todo o mal estar nessa desolada mistura de terror de pandemia pós-apocalíptico e romance de formação juvenil. (Omelete)

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Cinema, Criticas

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