Nesta série da BBC, acompanhar o raciocínio do personagem principal não é simples. Conseguir isso e ainda rir das dezenas de tiradas de humor e ironia fina é uma verdadeira ginástica mental. É amigos, esta não é série para assistir enquanto rola a tela do celular em meio a memes e lembretes de aniversário. Até porque cada episódio é praticamente um filme com mais de 1h de duração

A capacidade dedutiva do clássico personagem de Sir Arthur Conan Doyle que já foi “bombada” na versão para o cinema com Robert Downey Jr. , ganha agora contornos de super poder na interpretação de Benedict Cumberbatch (o Alan Turing de O Jogo da Imitação (2014) [Review]). E outras características menos positivas também foram amplificadas: seu ego e a incapacidade de se relacionar com as pessoas.

A foto em destaque deste post ilustra um pouco a dinâmica entre os personagens, com Holmes a frente apontando o caminho e Watson com olhar fixo, determinando como um soldado indo para a batalha. E essa dinâmica entre os personagens seja talvez o ponto alto da série, pois mesmo sem a genialidade de Sherlock, Watson desenvolve uma relação de parceria e até “amizade”. E isso se deve muito à atuação de Martin Freeman (o Bilbo de O Hobbit: A Desolação de Smaug (2013) [Review]), perfeito no papel.

Os demais personagens também estão impecáveis: Mycroft Holmes (Mark Gatiss), Detetive Lestrade (Rupert Graves), Sra. Hudson (Una Stubbs) e principalmente o maníaco Jim Moriarty de Andrew Scott

Em resumo, a série agrada em cheio aos fãs do gênero, sendo uma das melhores produções da última década. E assim como não conseguimos pensar em outro ator interpretando Tony Stark/Homem De Ferro, será muito difícil imaginar outro inquilino em Backer Street, 202 apartamento B.

Elementar, meu caro leitor!

Nota Cinectus: 9,0

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Alerta de spoilers

Os episódios finais de cada temporada são imperdíveis e você precisa estar muito ligado pois nada é exatamente o que aparenta e mesmo quem morre, de uma forma ou de outra, permanece vivo na série.

Apesar de todas as indicações do contrário, a quarta (e provavelmente última) temporada termina com final feliz. Dentro daquilo que podemos encaixar “feliz” na vida e personalidade caóticas do nosso detetive. O que reforça os boatos que uma quinta temporada é improvável dada a agenda concorrida de Benedict Cumberbatch de Martin Freeman .

 

 

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Participe da conversa! 1 comentário

  1. […] projeto. Inclusive uma deliciosa participação especial de Toby Jones na quarta temporada de Sherlock (2010) Essa série não é para amadores  como o bizarro Cereal Killer, isso mesmo com […]

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Criticas, TV & Series