A aposta da Universal para (re)criar uma franquia de “Monstros Clássicos do Cinema” ficou parecendo a mesma que Hitler teve quando decidiu invadir a Rússia: uma boa idéia! #SQN

Convidar  Tom Cruise como ator (e produtor) não é necessariamente garantia de sucesso! Cruise nos últimos anos  tem feito bons trabalhos em filmes que ele mesmo produz e atua como protagonista, mantendo seus fãs sempre contentes em cenas de ação de tirar o fôlego e que dispensam dublês!  

Russell Crowe entra com um nome de peso no elenco, mas de uns tempos pra cá o ator já não parece ficar tão à vontade em relação aos papéis que escolhe fazer, diferente de suas atuações memoráveis que acompanhamos em sua carreira: “Gladiator” (2000) e “A Beautiful Mind ” (2001) ou “Promessas de Guerra” (2014).

Os estúdios deviam fazer um esforço maior para entender que desde 2000, com o renascimento dos filmes de quadrinhos no cinema (“X-MEN“), ainda estamos atravessando uma época de super-heróis (MARVEL/DC), e pelo jeito – se a fórmula ainda funciona – está longe de terminar.

Então não dá pra forçar uma barra com “Monstros Clássicos do Cinema” da maneira que foram escritas essas narrativas. Quando um filme é realizado com 3 roteiristas e um diretor com pensamentos divergentes, isso pode virar um sério problema! O filme dirigido por Stephen Sommers com Brendan Fraser e Rachel Weisz (1999) tinham 4 roteiristas e foi muito, muito melhor!

Para não dizer que o filme é de todo ruim, ele apresenta alguns cenários e efeitos especiais bem elaborados e sombrios. Há cenas de ação, mas o trailer já entrega boa parte do que será visto, o que é uma pena! Esperamos que o filme se pague para que os Estúdios da Universal continuem apostando num futuro sucesso, mas deveriam pesquisar melhor antes de sair construindo “enlatados descartáveis”.

Nota: 5

A principal missão imposta pelo diretor Alex Kurtzman é entreter com uma mescla de cenas grandiosas de ação e humor irônico de Nick, agente de segurança dos EUA vivido por Cruise. A não ser pela boa (mas rápida) cena de gravidade zero na queda de um avião de carga, o longa não desperta urgência ou tensão em qualquer sequência de confronto e perigo. As ameaças e poderes da própria Múmia não têm impacto, apesar de ficar claro o alcance da magia dela. Kurtzman não consegue representar em tela a potência da personagem, que possui um visual interessante, mas limita-se a ressuscitar soldados e conjurar tempestades de areia.

Na sede de possuir uma franquia fantástica, a Universal erra na primeira tentativa ao se basear em personagens previsíveis e um diretor que não consegue transmitir nenhum tipo de emoção. A comédia de A Múmia funciona tão pouco quanto sua ação, que tem raras cenas memoráveis. O início torto desse novo mundo se dá pela replicação mal estruturada das receitas tão exploradas por Disney e Warner, por exemplo, nos casos de Marvel e Godzilla/Kong. A diferença está no comando e idealização destas propostas. Enquanto alguns possuem assinatura e cuidado na narrativa e construção de heróis e vilões, outros pensam só em emular uma receita que não é infalível – e esse é o caso de A Múmia. (Omelete)

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Participe da conversa! 2 comentários

  1. Eu quero assistir o Russell Crowe em o filme A Múmia. Este ator nos deixa outro projeto de qualidade, de todas as suas filmografias Dois Caras Legais é a que eu mais gostei, acho que deve ser a grande variedade de talentos. A chave do sucesso é o bem que esta contada a historia e a trilha sonora, enfim, um dos meus preferidos.

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