E com isso Cinectus termina de ver a quinta temporada de House of Cards (cada vez melhor)! O que mais difere das outras temporadas é que os diálogos e embates políticos estão mais voltados para a disputa das eleições dentro dos bastidores da Casa Branca (primeira parte) e nas ações e reações de Francis (Kevin Spacey) para sustentar seu mandato de Presidente em cima das acusações feitas pela imprensa (segunda parte). E isso tudo com incansáveis trapaças, reviravoltas e tramoias do casal de antagonistas mais legal da Netflix. Não dá pra contar mais, senão estraga…

Robin Wright (Claire Underwood) ganha mais espaço com sua personagem oportunista, calculista e finamente elegante, mas observamos que ela se deixa levar por um conflito interno de sua conduta em relação à sua paixão por  Thomas Yates (Paul Sparks). Michael Kelly (Doug Stamper) e Derek Cecil (Seth Grayson) continuam muito bem em seus personagens, enquanto Neve Campbell (Leann Harvey) e Jayne Atkinson (Catherine Durant) faz o complemento do quarteto de coadjuvantes!

Se uma hora você se confundir com algum personagem de Designated Survivor, nós iremos entender. Afinal, os cenários são os mesmos e dá para ficar naquela expectativa de aparecer Kiefer Sutherland na Sala Oval, principalmente se você acabou de acompanhar os últimos episódios.

Enfim, que venha a sexta (e talvez a última) temporada em 2018.  Mas pior do que termos uma última temporada seria a NETFLIX cancelar uma das melhores séries do gênero! A galera do Cinectus já está na expectativa!

Nota Cinectus: 9,5

Quando Frank Underwood (Kevin Spacey) se despediu da quarta temporada de House of Cards com a frase “nós não nos submetemos ao terror, nós fazemos o terror“, ele não estava brincando. O quinto ano da série política da Netflix abre com os Underwood insuflando medo no psicológico de cada eleitor americano, transformando o assassinato de Jim Miller no mais cômodo palanque político possível.

Curiosamente, para uma nova temporada, o principal inimigo da série é o próprio mundo real. As temporadas iniciais impressionavam por usar os bastidores obscuros do mundo político para criar tramas que desafiavam a realidade por meio das próprias estruturas governamentais. Nos últimos episódios, o espectador foi brindado com uma narrativa onde absolutamente tudo tinha ares de teoria da conspiração, mas, levando em conta o pano de fundo do noticiário contemporâneo, House of Cards passou a soar mais como um docudrama palpável. Será uma tarefa exigente para os roteiristas da série exercitarem a criatividade a ponto de criar situações mais absurdas que o cotidiano nos próximos passos da trama – a quarta parede nunca esteve tão derrubada quanto agora. (Omelete)

 

 

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Criticas, TV & Series

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