Podemos dizer que o primeiro filme (2014) foi um azarão que deu muito certo para os estúdios da Marvel, sendo a quarta maior bilheteria de sua história nos cinemas, desde a retomada com  “Homem de Ferro” (2008).

O diretor James Gunn volta a investir nos cenários grandiosos, utilizando bastante efeitos especiais, ao mesmo tempo que mantém a história centrada mais em seus personagens que no Universo Marvel, totalmente despreocupado em fazer links com os outros heróis do primeiro escalão.

Para o que se propõe, a sequência talvez seja até melhor que a primeira versão, mas ainda continua sendo um filme B (caro pra kcte). Ganha nos efeitos, na trilha sonora bacana dos anos 80 e nas piadas hilárias entre o grupo (principalmente o guaxinim Rocket na voz de Bradley Cooper), mas perde para os diálogos e conteúdo familiar da história que são demasiadamente infantis. 

Para aqueles que gostaram do primeiro irão aproveitar cada momento em mais de duas horas de filme, para aqueles que não gostaram do primeiro, esse é totalmente descartável!

Nota: 7

Vencida a primeira aposta, Guardiões da Galáxia Vol.2 chega despretensiosamente à fase três do MCU. A preocupação de James Gunn na sequência é apenas desenvolver seus personagens, sem conexões grandiosas com os eventos que levarão à Guerra Infinita. O objetivo é conhecer melhor a família formada no primeiro longa enquanto brinca com novas possibilidades dentro do Universo Cósmico. Tudo permeado pelo senso de humor peculiar do diretor/roteirista. Uma assinatura que mistura cor, trash, sentimentalismo e besteirol frenético.

O grande mérito de Guardiões da Galáxia Vol. 2 é fazer tamanho esforço parecer uma brincadeira. São 2h17min que passam voando entre piadas, participações especiais, referências à cultura pop, easter eggs, coloridas batalhas espaciais, músicas cativantes, armas gigantes e dramas universais (o pai ausente, a irmã competitiva, o filho rebelde que só quer ser amado e as incertezas de uma família recém-formada). Gunn aproveita a cumplicidade criada por seus heróis “esquisitos” para fazer uma aventura grandiosa e imperfeita, sem vergonha de ser o que é. Uma conexão que permanece até o último segundo das múltiplas cenas pós-créditos, não apenas pela ansiedade de saber um pouco mais sobre o próximo filme da Marvel, mas por estender o tempo passado naquele universo perfeitamente desalinhado. (Omelete)

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Participe da conversa! 3 comentários

  1. […] “Guardiões da galáxia Vol. 2“ […]

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  2. […] Rhys Darby (o hilário chefe de Jim Carey em Sim Senhor (2008) ), Karen Gillan (a Nebula de Guardiões da Galáxia Vol. 2 [Crítica] ) e o cantor/ator Nick […]

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  3. […] nao e de Mark Wahlberg, Josh Duhamel, Anthony Hopkins ou  Laura Hoddock (a mae do StarLord em Guardiões da Galáxia Vol. 2 [Crítica]). O roteiro é muito fraco […]

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