Vez ou outra aparece mais um filme de terror alienígena remodelado dentro do padrão ALIEN. Temos atores consagrados, efeitos especiais legais, certa tensão, fugas e caçadas, ou seja: nada tão ousado em comparação a outros filmes que já foram produzidos.

O diretor sueco Daniel Espinosa tem poucos filmes no currículo nessa função, mas já dispõe de alguns trabalhos que foram bem aceitos pelo público e pela crítica:  “Protegendo o Inimigo” (2012) com Denzel Washington e Ryan Reynolds ou “Crimes  Ocultos” (2015) com  Tom Hardy e Gary Oldman.

Infelizmente “Life” não arrisca em trabalhar a história com maior profundidade, deixando a relação entre os personagens, a estação espacial ou a criatura bastante “surpeficiais”, mas equilibra a tensão em momentos necessários para o filme não se perder em clichês ainda maiores.

Nota: 6,5

Sobre a tripulação, vale dizer que as cenas focadas no desenvolvimento da personalidade dos personagens são insignificantes. Em dado momento, temos o dr. David Jordan (Gyllenhaal) divagando sobre estar muito tempo no espaço e sobre não querer voltar por não se sentir em casa na Terra. O personagem de Hiroyuki Sanada aparece em uma passagem comemorando ter se tornado pai, o de Bakare fala sobre a gravidade zero ter sido uma espécie de libertação para sua paraplegia. Nada disso é fundamental para a história, com uma leve exceção para a situação de Gyllenhaal, que posteriormente usa seu senso de pertencimento espacial para justificar algumas de suas ações na trama.
Apesar disso, a superficialidade dos seis tripulantes é justificável: nenhum deles está ali para alimentar o apego dos espectadores, visto que a narrativa do filme se desenrola nos moldes de uma versão espacial de filmes como Pânico. Aliás, falando em outros filmes, é importante pontuar que não há absolutamente nada de inédito em Vida. Uma fotografia incrível do espaço já foi vista em Gravidade, um grupo de astronautas lutando contra um invasor alienígena já foi visto em Alien – O Oitavo Passageiro e o Ryan Reynolds interpretando ele mesmo também já foi visto em algumas comédias românticas e filmes de super-herói. (Omelete)
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Cinema, Criticas

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