Da mesma forma que “Watchmen” (2009) ou o recente “Esquadrão Suicida” (2016) dividiram opiniões de críticos e fãs, esse é mais um para levantar a poeira e deixar as discussões mais acirradas.

Para aqueles que acompanham o universo baseado no mangá de Masamune Shirow não irão se decepcionar. A fotografia e os cenários lembram bastante os universos de “Matrix” (1999), “O Quinto Elemento” (1997) e principalmente “Blade Runner” (1982), recheado de efeitos visuais mostrando uma megalópole decadente, futurista e consumista ao mesmo tempo.

No mais, se você não conhece ou não tem familiaridade com o tema, sairá com a impressão de que o filme poderia desenvolver a trama com uma qualidade superior, faltando elementos que fossem melhor amarrados e atuações mais imponentes.  Scarlett Johansson ainda consegue roubar algumas cenas porque é a única atriz de peso que sustenta os diálogos clichês entre os personagens. O restante do filme é aproveitado tão somente por efeitos visuais e o roteiro adaptado dos quadrinhos que agradará – sem dúvida – os mais aficcionados.

Scarlett Johansson ajuda nessa imersão ao sumir na pele sintética de Major. O olhar vazio e a agilidade nas cenas de ação contribuem para uma verossimilhança que não é simples de atingir. A performance é melhorada pela reviravolta que o roteiro faz para explicar os motivos de sua fisionomia, encerrando qualquer discussão sobre o whitewashing. Mais um acerto do roteiro, que apesar de não encaixar bem seus antagonistas e explicar demais um ou outro conceito, tem um saldo positivo raro em adaptações desse meio. Ghost in The Shell ganhou um filme digno de sua importância. Corajoso, fiel e diferente como deveria ser. (Omelete)

Dirigido por Rupert Sanders (Branca de Neve e o Caçador), A Vigilante do Amanhã: Ghost in the Shell chega aos cinemas tentando abrir as portas para adaptações de animes. Como uma primeira tentativa, o filme até funciona e apresenta elementos bem interessantes, mas é inegável que sofre do problema que todo mundo já esperava: há uma perda considerável dos elementos filosóficos.

A Vigilante do Amanhã: Ghost in the Shell conta com bons efeitos visuais e com boas sequências de ação. Mas quem for esperando a profundidade do original irá se decepcionar um pouco. Visualmente, conta com sequências inteiras remetendo ao japonês e sua continuação, mas tematicamente trata mais de uma crise individual do que sobre um debate sobre existência. (Adoro Cinema)

Nota: 6

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