A Disney pode até não alcançar o sucesso do belíssimo desenho animado de 1991, mas com certeza chegou bem perto disso com esse incrível filme em live action. Temos aqui uma obra que está mais para um espetáculo da Broadway que um desenho animado adaptado. A preocupação no trabalho em transformar os mínimos detalhes de cenografia, figurino, e efeitos especiais (mesmo no seu exagero) ficou sensacional!

É prazeroso ver que os atores convidados para emprestar as vozes para os seres “inanimados” do Castelo (Ewan McGregorIan McKellenEmma ThompsonStanley Tucci entre outros) fazem o trabalho com bastante carinho e atenção! Emma Watson, apesar de entrar como protagonista da história, não convence  com sua fraca interpretação, mesmo porque ela é ofuscada a todo momento pelos demais personagens, pelo pai (Kevin Kline), pela Fera, ou mesmo pela excelente fotografia em cada take do belo Castelo.

Uma outra curiosidade é a Disney apresentar um personagem assumidamente gay, porém trazendo um viés mais cômico à trama: LeFou (Josh Gad). Tudo no filme é grandioso e majestoso na sua altura.

O tempo de filme funciona como uma virtude quando esclarece alguns pontos que não foram apresentados em 1991 (nem tampouco no filme original de 1946), detalhando algumas passagens importantes e interessantes de assistir, mas peca pela quantidade de canções em momentos desnecessários para fluir a narrativa. Mas até nisso, ouvir as eternas músicas de Alan MenkenHoward Ashman e Tim Rice é sempre muito agradável para rememorar a infância!

A magia Disney não é constante. A história do estúdio é feita de altos e baixos, com seu período atual beneficiado pelo toque de Pixar das mãos de John Lasseter e da leva de remakes dos seus clássicos. A versão live action de A Bela e a Fera, cujo lançamento original, em 1991, também fez parte de uma renascença criativa, era um passo inevitável nessa nova fase “mágica” (e lucrativa).

Ao contrário de Malévola, que repensa uma animação de 1952, de Cinderela, que refaz o clássico de 1950, ou de Mogli – O Menino Lobo, que dá vida aos personagens de 1967, essa nova versão de A Bela e a Fera chega aos cinemas mais apegada às origens, pensando na expectativa de uma geração que cresceu vendo e revendo a mesma história. Com 45 minutos a mais, o longa expande a trama e dá consistência aos seus personagens com uma escalação de elenco certeira. Emma Watson cria uma Belle digna e relacionável, não sendo mera idealização, enquanto Luke Evans faz o retrato perfeito de Gaston ao aproveitar todas as tolices de macho alfa do personagem. Já a tão discutida versão gay de LeFou apenas escancara o que era enrustido em 1991, com ótimos momentos graças ao timing cômico de Josh Gad. (Omelete)

Nota: 8,5

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Cinema, Criticas