Steven Spielberg trouxe mais um filme com apelo político para disputa ao Oscar em 2012, os outros foram “Argo” e “A Hora mais Escura“. Aqui o diretor manteve o foco no momento histórico sobre a votação da 13a emenda Americana. Spielberg foi fundo neste assunto em 2 horas e 30 minutos, mostrando não somente as estratégias adotadas por Lincon para conseguir os votos, mas sobre parte de sua vida pessoal.

Com base em Team of Rivals – livro que analisa o gabinete de governo do presidente, que Lincoln formou com seus ex-rivais de campanha – Spielberg e o roteirista Tony Kushner limitam a trama ao crucial ano de 1865, o quarto e último da guerra civil. Lincoln se vê num dilema: estender um pouco mais o conflito (a aprovação  da abolição significaria o possível fim da guerra, o que botaria pressão na Câmara na hora da votação) ou encerrá-lo de vez e evitar mais morticínio (uma vez que os Confederados já procuram negociar uma rendição).A questão da abolição é um dos motivos da guerra civil, que opõe o Norte, comandado pela União, e os Confederados, os Estados separatistas do Sul cuja economia agrária depende dos milhares de negros escravos que seriam libertos pela nova lei.
(http://omelete.uol.com.br/lincoln/cinema/lincoln-critica/)

O filme concorreu a 12 categorias: Filme, Ator, Atriz Coadjuvante, Ator Coadjuvante, Diretor, Roteiro Adaptado, Trilha sonora, Fotografia, Edição, Figurino, Direção de Arte e Mixagem de Som. Levou apenas em 2 categorias: Melhor Ator e Direção de Arte

Conforme o próprio Daniel Day-Lewis  já declarou uma vez, ele é um daqueles atores que se entrega de uma tal maneira para interpretar um personagem, que fica  meses longe da família apenas se dedicando ao papel. Levou o primeiro Oscar no excelente “Meu pé esquerdo” (1989). Indicado ainda por “Em nome do pai” (1993) e depois por “Gangs de Nova York” (2002). Ganhou novamente, em um filme razoável, “Ouro Negro” (2008). Seus concorrentes foram peso-pesados, mas sua atuação como Lincon estava impecável.

Na entonação de voz e na linguagem corporal, mais até do que na competente maquiagem que o envelhece, Day-Lewis cria um Lincoln palpável – podemos sentir o peso que os quatro anos de guerra adicionaram ao seu corpo. A forma como o ator se move, senta-se ou articula um discurso tem, ao mesmo tempo, nos gestos lentos e na voz fina falsamente frágil, uma dor, uma gravidade e um esperto senso de retórica. (http://omelete.uol.com.br/lincoln/cinema/lincoln-critica/)

Sally Field teve mais presença em cena que Anne Hathaway (“Os Miseráveis“) concorrendo como Atriz Coadjuvante, enquanto Tommy Lee Jones estave bem no papel, mas seria difícil ganhar de Christoph Waltz (Django Livre).

Depois de “A Cor Púrpura“(1985) Spielberg teve que trabalhar bastante para conseguir sair dos ETs, Tubarão, Gremmils ou Indiana Jones para ser reconhecido como um “diretor sério” na Academia, passando pelo excelente “O Império do Sol”(1987) e outras produções até chegar emSchindler’s List“(1997). Depois veio “Amistad” (1997),  “Saving Private Ryan” (1998) e “Munique” (2005). Quase todos com alguma indicação para melhor filme ou diretor. Não levou como Melhor Diretor esse ano, mas era uma boa aposta, como já aconteceu em 1998 dele levar apenas como Melhor Diretor e perder como Melhor Filme para aquela porcaria de “Shakespeare Apaixonado“. Essa nem a Fernanda Montenegro esquece!

Não é o melhor filme de drama de Spielberg, mas sim, ele é diferente de tudo que fez até agora! Para quem está por fora da história americana, o filme vai ser interessante apenas para adquirir mais algumas informações sobre o fato, e só!

Não chega a ser arrastado como “A Hora Mais Escura“, mas isso graças à atuação de Lewis  que mantém o espectador acordado. O roteiro é básico, faltando maior empatia nos diálogos entre os personagens. Enfim, vá ver sem compromisso para um filme que concorreu a 12 OSCAR, mas levou pra casa apenas 2.

Nota: 7,5

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