Como podemos classificar Djago Unchained? É Western, filme B, de época, ou apenas uma brincadeira bacana de assistir em 2 horas e 45 minutos? É tudo isso misturado e mais um pouco…Quentin Tarantino desta vez resolveu homenagear o Western clássico de Sergio Leone, mas da sua maneira (é claro)!

Como alguns filmes do diretor, o amor e a vingança permeiam o objetivo do protagonista da história. Django (Jamie Foxx), um escravo liberto que, sob a tutela de um caçador de recompensas alemão (Christoph Waltz), parte para encontrar e libertar a sua esposa (Kerry Washington) das garras do fazendeiro Calvin Candie (Leonardo DiCaprio). (http://omelete.uol.com.br/django-unchained/cinema/django-livre-critica/)

Podemos ver referências diversas de seus filmes (“Kill Bill”, “Pulp Fiction”) e dos próprios clássicos de Leone, como exemplo do chapéu de Django (Clint Eastwood na trilogia “Por um punhado de Dólares” – 1964).

Samuel L. Jackson faz seu show à parte! Temos algumas bizarrices também (em 1858, antes da guera civil americana) quando Leonardo DiCaprio utiliza um canudo de plástico enquanto bebe uma água de coco, ou a cerveja gelada que é servida com uma tampa de plástico branca. Algum erro de continuidade? No way… é puro Tarantino!

A trilha sonora está excelente e vai desde de música clássica (Wagner) até o tradiconal RAP americano. Ela sustenta também boa parte das cenas de ação do filme, que são
pra lá de sanguinolentas…sem perder sua marca registrada nos diálogos, na ironia e no nada singelo “humor negro”. Tarantino toma como gancho a parte da história da escravidão na America para justificar o lado bom (negro) do lado mal (branco dominante). Não é à toa que Spike Lee (chato pra cacete!) nem quis ver o filme! Mas eles que são norte-americanos que se entendam…

O filme concorreu a 5 Oscar. Como diretor, desta vez Tarantino não estava concorrendo! Christoph Waltz esteve novamente muito à vontade no papel (e levou seu segundo OSCAR pra casa). É mais um daqueles  personagens que faz falta quando fica mais de 2 minutos sem aparecer em cena!

O roteiro é bem original, mas não é o melhor que Tarantino já escreveu. Afinal, quase todos dele também são, mas é tão divertido de assistir quanto todos os outros. O filme lembra demais a parceria com Robert RodriguezGrindhouse” (2007) do que o excelente “Batardos Inglórios” (2009).

Nota: 8

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