Acredito que esse seja o filme mais azarão na lista de indicados ao OSCAR 2017. Não porque seja ruim, mas parece que vai no descompasso entre seus concorrentes na categoria de Melhor Filme. Talvez em outra época ele tivesse mais chances seguindo o estilo faroeste, misturado com crime e um pouco de sarcasmo, com como foi em “Fargo” (1996) ou “Onde os fracos não têm vez” (2007).

Ben Foster e Chris Pine são dois irmãos que, sem muito planejamento, vão assaltando bancos para custear o valor da hipoteca de um rancho. O mesmo foi deixado pela mãe como herança após a morte, mas que ainda lhes rende algum dinheiro vindo do petróleo extraído do solo.

Os crimes chamam a atenção de Marcus Hamilton (Jeff Bridges) que logo começa uma caçada de investigação com seu colega Alberto Parker (Gil Birmingham). Aliás, os diálogos entre os dois são o ponto alto do filme, pois Bridges não poupa os comentários racistas com seu colega de trabalho “xicano” (na verdade ele é descendente de índios), que tenta sempre ignorá-lo sem muito sucesso. É uma zoação sem limites! 

Concorre em 4 categorias, incluindo Melhor Roteiro Original, Melhor Edição e Ator Coadjuvante. Mais uma vez teremos poucas salas disponíveis, então se não conseguir ver agora, pode esperar no NetFlix ou Telecine.

O fato de eu ser um estrangeiro nos EUA, nascido na Escócia, não me afasta daquele mundo que eu retrato, pois há algo de universal no sentimento de desamparo criado pela crise econômica e pelo controle que as instituições financeiras exercem sobre nós. Não é necessário ser americano para se sentir ludibriado pela máquina bancária. Nossa confiança nos bancos faliu o mundo”, disse MacKenzie (um cineasta conhecido aqui por Sentidos do Amor) ao Omelete em Cannes, sem ter a dimensão de sucesso global que o longa alcançaria. “Vim para neste projeto quando li o roteiro de Taylor Sheridan e farejei nele algo próximo de um filme americano dos anos 1970: um casamento de espetáculo popular e de reflexão”.

Qual a espetacularização cada vez mais gradual do cinema, a gente foi se esquecendo da importância de ter bons personagens: figurais reais, complexas, cheias de camadas. Foi o que eu busquei reviver em A Qualquer Custo explorando, por exemplo, os laços de afeto muito ríspidos, de ranço machista naquele universo. Marcus, por exemplo, tem uma postura nas raias do preconceito com seu parceiro de origem indígena, mas o respeita, à sua maneira. Precisava entender estes códigos”, diz Mackenzie. “Tentei fazer um filme aquilo que nos falta, não apenas existencialmente, mas do ponto de vista da segurança institucional”. 

Omelete

Nota: 7

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