Esse é um excelente filme que está na lista dos indicados de Melhor Filme no OSCAR desse ano (6 indicações). O diretor e roteirista Kenneth Lonergan soube trabalhar bem um drama familiar que é pra lá de triste, mas equilibrando perfeitamente as emoções e relações entre os personagens diante do expectador.

Apesar dos acontecimentos que vão se revelando durante a narrativa, Lonergan toma o cuidado de não deixar o clima pesado demais – ao contrário de “Réquiem para um sonho” (2000) ou “Pi” (1998) do diretor Darren Aronofsky, que você sai do cinema deprimido…arf!

Casey Affleck não é um novato no cinema, já atuou em outros papéis que chamaram a atenção da Academia como “O Assassinato de Jasse James pelo Covarde Robert Ford” (2007). Aqui sua atuação está impecável como Lee Chandler, um homem que tenta tocar sua “vida miserável” quando recebe a notícia que seu irmão mais velho faleceu e ele agora possui a tarefa de cuidar do sobrinho.

Michelle Williams é outra veterana e seu papel, apesar de ser um pouco mais curto, foi suficiente para lhe render sua quarta  indicação ao OSCAR, agora como Melhor Atriz Coadjuvante. 

De quebra, temos ainda uma primeira indicação para o novato Lucas Hedges, que já arrebatou 35 indicações somente por essa atuação em prêmios e festivais anteriores (IMDB). É bom ficar de olho no garoto!

Nota: 8,5

Publicação Anterior em 25/01/2017

Jeff Bezos não é um empreendedor qualquer – que o digam Apple, Google, Walmart e todas as livrarias dos EUA. Então se ele diz que vai investir em um negócio, é melhor a concorrência se preparar.

mv5bmtu2mdmwntm3nl5bml5banbnxkftztgwnde1ndk3mdi-_v1_sy1000_cr0015631000_al_ Casey Affleck, Jeff Bezos, Michelle Williams, Matt Damon e Kenneth Lonergan em evento de lançamento do filme.

Manchester à Beira-Mar é a prova de que ele não estava brincando quando decidiu investir na produção de conteúdo. O filme do diretor Kenneth Lonergan – o mesmo de Gangues de Nova York – é o primeiro produzido por um serviço de streaming a concorrer ao Oscar de melhor filme. Se Netflix marcou quando House Of Cards recebeu um Emmy em 2013, o Amazon Prime Video entrou de penetra na festa dos grandes estúdios de Hollywood ao ser indicado ao Oscar em nada menos que 5 categorias: filme, ator, atriz coadjuvante, ator coadjuvante e diretor. Dificilmente vencerá todas, dada a “onda” La La Land: Cantando Estações (2016) [Crítica] – o Chicago de 2016, mas certamente não voltará de mãos vazias para casa.

No filme, Casey Affleck (O Assassinato de Jasse James pelo Covarde Robert Ford) interpreta o servente Lee Chadler que volta à sua cidade natal após a morte de seu irmão Joe (Kyle Chandler) para cuidar do seu sobrinho Patrick (Lucas Hedges). A bela e talentosa Michelle Williams (a Marilyn de Sete Dias com Marilyn) interpreta Randi, ex-esposa de Lee.

 

Pelo trailer nota-se que é um filme com pesada carga emocional, o que certamente contribuiu para as 3 indicações do trio de atores. Nos resta conferir se o longa, já em cartaz no Brasil e com estreia prevista para Fevereiro/17 na Amazon, realmente merece.

Nota de Expectativa: 8.0

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Participe da conversa! 5 comentários

  1. […] solo do inimigo do Homem-Aranha, tem Tom Hardy (Mad Max: Estrada da Fúria) e Michelle Williams (Manchester à Beira-Mar), traz a história de Eddie Brock, um repórter que é infectado pelo simbionte alienígena e se […]

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  2. […] da Amazon com Manchester à Beira-Mar (2016) [Crítica] foi a vez da Netflix entrar de “penetra” na festa do grandes […]

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  3. […] elenco Michelle Williams (Manchester à Beira-Mar (2016) [Crítica]), Mark Wahlberg ( Transformers: O último cavaleiro (2017) – IMAX) e do grande Christopher […]

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  4. […] cinema estão chegando aos serviços de video sobre demanda é cada vez menor. Exemplo recente foi Manchester à Beira-Mar (2016) [Crítica] no Prime Video da […]

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  5. […] com Netflix como também com os tradicionais estúdios de Hollywood. Se não bastasse o sucesso de Manchester à Beira-Mar (2016) [Crítica], o time de Jeff Bezos trouxe para as telas a adaptação do best seller homônimo de Philip K. […]

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Cinema, Criticas

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