Estou esperando a hora que irão fazer uma biografia com algum ator que possa dançar e cantar como Fred Astaire (“O Picolino” – 1935) ou um novo trio com  Gene Kelly, Donald O’Connor e Debbie Reynolds em “Cantando na Chuva” (1952).

Sei que será difícil vermos produções no estilo que os estúdios faziam nas décadas de 30, 40 ou 50, mas a tecnologia tá aí pra isso: mexer com a nossa imaginação e curiosidade, não importando se o que estamos vendo na tela é de “verdade ou mentira”, desde que seja bom!

Aqui há bailarinos e coreografias, mas as danças não precisavam ficar limitadas aos atores principais. Nessa safra de musicais mais novos, melhor seria se eles interagissem mais com outros figurantes, como fizeram em “Mulin Rouge!” (2001), “Grease” (1978), “Darty Dancing” (1987),”Os embalos de sábado à noite” (1977), entre outros.

O roteiro lembra um pouco “O Artista“(2011), pois até certo ponto tem muita semelhança com os objetivos de vida da protagonista. Ganhou as 7 categorias que estava concorrendo no último  Globo de Ouro, incluindo Melhor Filme de Comédia ou Musical.

Bem, o que podemos esperar para o Oscar de 2017 é uma enxurrada de indicações para um filme acima da média, correndo o risco de levar o maior prêmio da noite e depois ficar esquecido como aconteceu em “Chicago” (2002), que ninguém lembra…

Ryan Gosling e Emma Stone se esforçam bastante no canto e na dança, mas no final das contas o que se vê é um casal de vencedores da “Dança dos Artistas”, do Domingão do Faustão.

O filme é bom para o estilo que ele se propõe, mas acho que de vez em quando Hollywood faz muito alvoroço em cima de uma produção que – se comparada ao que ela já fez no passado – não é nada! Viva o Show Business!

Resumindo: é uma comédia romantica com algumas cenas musicais…e só!

Nota: 7

Anúncios

Participe da conversa! 2 comentários

  1. […] no auge da Guerra Fria, nas décadas de 1950 e 1960. O diretor Damien Chazelle, de Whiplash e La La Land traz a cinebiografia do astronauta baseada no livro homônimo, assinado pelo historiador James R. […]

    Curtir

    Responder
  2. […] coadjuvante, ator coadjuvante e diretor. Dificilmente vencerá todas, dada a “onda” La La Land: Cantando Estações (2016) [Crítica] – o Chicago de 2016, mas certamente não voltará de mãos vazias para […]

    Curtir

    Responder

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

Sobre cinectus

Conta de Administrador do site cinectus

CATEGORIA

Cinema, Criticas

Tags

, ,